sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Comunidade Quilombola Borá de Brasília de Minas-MG, Participa do II Seminário de Saúde da População Negra e Quilombola do Estado de Minas Gerais.


Ainda com pouca visibilidade nas discussões, a saúde da população negra e quilombola foi o tema do II seminário que aconteceu nos dias 26 e 27 de outubro de 2011 no auditório do prédio 06 da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes.
Segundo o Professor Marcos Veloso, Coordenador do Grupo de Apoio a Cultura Quilombola e seus Remanescentes. “Aproximar as comunidades dos debates a cerca dos temas relevantes a elas cria possibilidades de identificação das necessidades de saúde da população negra. Através da participação popular, pode-se encontrar na Antropologia da saúde a raíz dos problemas que atingem estas comunidades em particular e que na maioria das vezes são tratadas com a mesma atenção recebida pelos demais membros da sociedade, alem de agentes de saúde levamos para o seminário Presidentes de associações das comunidades de Vereda da Onça, Borá II, Cedro e Riacho das Pedras”.
Ainda segundo o prof. “um dos exemplos de doença debatido no II Seminário foi a “Anemia Falciforme” muito comum entre as populações africanas e afro-desendentes e que é na maioria das vezes descartada por muitos municipais brasileiros das políticas públicas para a saúde da população negra e quilombola mesmo sabendo que esta parcela considerável de sua população tem nos seus traços genéticos, sociais, culturais e econômicos uma particularidade no que diz respeito à saúde.
Este Seminário vem de encontro às orientações da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra 2010 que vê nestas iniciativas “uma resposta do Ministério as desigualdades em saúde que acometem esta população e seu reconhecimento de que as suas condições de vida resultam de injustos processos sociais, culturais e econômicos presentes na história do país”.
Em Brasília de Minas encontramos quatro comunidades onde pretendemos atuar com projetos de pesquisa e valorização das comunidades no que diz respeito as suas particularidades de população negra e afro-desendentes. Buscando valorizar os seus traços culturais aliados a melhoria social destas comunidades que são desprovidas dos seus direitos de ancestralidade quilombola garantido pela Constituição e pelo Estatuto da Igualdade Racial.
Na Comunidade Remanescente Quilombola Borá atuamos com projetos de apoio e valorização a cultura, buscando dar maior visibilidade para a comunidade que atualmente tem sido fonte de pesquisa e de implementação de projetos de melhorias social cultural e econômico buscando apoio no poder público, universidades e Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais.
Em Montes Claros estivemos no mercado municipal para promover uma troca de experiência quanto a confecção e comercialização do artesanato quilombola que na comunidade Borá é produzido vários objetos a partir de material extraido da vegetação local como palha do buriti, tabua, sementes e madeira do Cerrado.




Nenhum comentário:

Postar um comentário